Caso de uso Bouzan Advocacia
- luli299
- 8 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Depoimento – Guilherme Bouzan (Bouzan Advocacia)
“Logo em um dos meus primeiros usos, a InDocs me ajudou a analisar a consistência entre três documentos que continham uma relação de hierarquia entre si: um plano de remuneração baeado em ações, o respectivo primeiro programa e o correspondente contrato de outorga. Ao carregar os arquivos na plataforma e solicitar uma análise de coerência entre eles, a IA detectou que a versão mais recente do contrato previa uma condição específica para um cargo que não estava autorizada no programa.
Não foi um uso para geração de texto, mas uma análise jurídica importante de ser feita:. a plataforma analisou os documentos, comparou seus conteúdos e apontou onde era necessário ajustá-los. Isso economizou meu tempo, evitou risco de incoerências e me confirmou o que eu precisava realmente modificar. Para mim, essa é uma das grandes vantagens da InDocs: eu não levo documentos para a IA, eu trago a IA para o ambiente em que estão meus documentos.”
— Guilherme Bouzan, sócio da Bouzan Advocacia
Como a InDocs ajudou um escritório a garantir consistência em um sistema de documentos
Em arranjos de remuneração de executivos, é usual que haja diversos documentos que precisam interagir entre si. Uma estrutura típica pode envolver três níveis de documentação:
Plano (regras gerais e abrangentes)
Programa (condições específicas por rodada)
Contrato (instrumento final com o beneficiário)
Inconsistências entre esses documentos podem gerar riscos tributários, trabalhistas e societários, levando a disputas futuras.
O problema
O advogado recebeu as minutas dos documentos e decidiu testar a InDocs. Ele subiu o plano, o programa e o contrato na plataforma, e pediu uma análise de consistência, não para redigir conteúdo, mas para verificar se todas as condições dos documentos estavam conectadas corretamente.
A análise feita pela IA
A InDocs apontou:
O contrato previa duas situações diferentes para dois tipos de cargo, mas o programa não trazia a autorização para essa diferenciação.
O contrato já previa uma cláusula que não constava no programa, indicando a necessidade de ajustar o programa.
Conclusão da IA: o ajuste necessário não era no contrato, mas sim no programa.
Isso evita retrabalho, reduz risco de inconsistência e economiza horas de revisão manual.
Referência real da fala: “O contrato já prevê essa condição que não está previsto em lugar nenhum, considere ajustar o programa.”
O diferencial percebido
Segundo Bouzan, o valor não esteve na “produção de texto”, e sim na qualidade da análise. A plataforma funcionou como um segundo par de olhos, especializado, rápido e seguro.
“Foi menos sobre drafting e mais sobre análise de consistência.”
Segurança jurídica como premissa, não como acessório
Bouzan também destacou um aspecto essencial: ele não quer “dar documentos para a IA”. Ele quer trazer a IA para dentro de um ambiente controlado pelos advogados.
Isso não é apenas uma preferência técnica, mas uma obrigação ligada ao sigilo profissional:
“Informações estratégicas não podem ir para fora. A plataforma precisa ser um ambiente seguro, para assegurar o sigilo aplicável à advocacia.”
Conclusão
A tecnologia jurídica não substitui o trabalho intelectual do advogado. Ela, no entanto, pode acelerar, comparar, alertar e reduzir riscos. No caso de temas de remuneração de executivos, uma incoerência foi identificada em minutos.
Esse é o impacto real da IA quando construída para o Direito, com a lógica do Direito.



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